À   G\D\G\A\D\U\  AUG\ RESP\ LOJA SIMB\

THEOBALDO VAROLI FILHO Nº 2699

FILIADA AO GOSP   \   FEDERADO AO GOB

Fundada em 20 de Março de 1993  -  Rito Escocês Antigo e Aceito

Rua Guaimbé, 192 - Moóca - CEP 03118-030 - São Paulo - S.P.

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A Cadeia de União

 

A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode.
Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.

Isaac Newton

 

Entender a Cad\de Un\considerando‑a apenas sob o aspecto figurativo, Fig. 1, seria no mínimo, uma insensatez diante da riqueza espiritual que a compõe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sua simbologia está associada à c.'. de 81 n.'. em referência aos canteiros dos maçons operativos. Estes canteiros eram cercados retangulares ou quadrados de paliçadas fincadas no chão e amarradas por uma ou várias cordas, ou por meio de inserções nos elos de uma corrente de ferro, VAROLI FILHO [1].

 

O Formato

A formação da cadeia de união ocorre semestralmente, REAA [2],  e sua finalidade é a de transmitir a Pal\Sem\para que MM\ regulares possam se reconhecer.

A organização dos MM\ para sua formação ocorre segundo um formato elíptico, Fig. 1, relacionando a Cad\de Un\ao período orbital terrestre. As posições específicas de corpos celestes envolvidos em uma determinada órbita pode prover uma conjugação energética única. Segundo CAMINO [3], esta é a principal razão para a formação da Cad\ de Un\ ocorrer semestralmente e em datas próximas aos solstícios.

 

As Mãos e os antebraços

Cruzando‑se os antebraços sobre a base do tronco, o dir\ sobre o esq\ e, dando‑se as mãos, os MM\ que  compõe  a  Cad\ de Un\ passam a formar uma corrente. Simbolizada pela corda de 81 nós e pelas romãs, esta corrente pretende representar a universalidade da fraternidade entre os IIr\. O posicionamento dos antebraços lembram o desenho das cordas em sua parte interna, ou seja, na  composição dos nós em forma de ¥, também denominados de laços de amor, BOUCHER [4]. Cada nó constitui um elo da Cad\ de Un\, o qual representa um obreiro da oficina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os antebraços estão dispostos sobre o chakra umbilical (Plexo Solar), Fig. 2, ou seja, eles se cruzam sobre este importante  chakra. O Plexo Solar  é o centro distribuidor de todas as energias que se encontram sob o diafragma, ponto médio entre o centro Laríngeo e o Centro Cardíaco (acima do diafragma) e os centros Sacro e Básico (abaixo do diafragma). Este chakra é o ponto de saída do corpo astral para o mundo externo e o instrumento através do qual flui a energia emocional, LEADBEATER [5].

O ato de dar‑se as mãos simbolizando a união fraternal entre os IIr\, tem o propósito de se formar uma corrente única e equilibrada para se tornar um transmissor da energia universal.

 

A Pal\Sem\e o desfazimento da Cad\

A Pal\Sem\ representa a presença do Grão‑Mestre na formação da cadeia. Sua passagem parte do V\M\, primeiramente para o Ir\ Orad\ e, posteriormente, para o Ir\ Secr\ e sucessivamente até atingir o M\ de CCer\. Sem desfazer da Cad\ o M\ de CCer\ se dirige ao V\M\ e repete, literalmente, as PPal\ tal qual recebida, Fig.1.

A transmissão da Pal\Sem\ é um convite a meditação, pois, de forma dinâmica a corrente é formada e, por ela, se propaga a egrégora formada naquele momento. O sussurro da Pal\Sem\busca nos IIr\ um momento único de concentração e meditação, sua passagem funciona como um mantra para alinhamento do chakra umbilical e assim extrair o máximo de iteração entre o ser físico e o etérico.

A partir deste momento todos permanecem alguns minutos em meditação, posteriormente balançam‑se as mãos em uma freqüência única (por três vezes) proferindo as palavras, Saúde, Força, União. Desfaz-se a Cad\de Un\, a Pal\ Sem\ é incinerada e todos se dirigem aos seus lugares.

 

Comentários e Conclusões

Algumas lojas incluem em seu ritual a formação da Cad\ de Un\ antes do encerramento ritualístico, no entanto, por suas características próprias pode‑se concluir que esta atividade deve ser executada exclusivamente para a passagem da Pal\Sem\ e, sua formação sem este propósito implica àusência deste importante elemento podendo ocasionar a não formação da corrente e a frustração dos IIr\por não atingirem os resultados esperados. O mesmo ocorre quando a Cad\ de Un\ é realizada fora dos limites do templo, pois, sua universalidade não é atingida. A riqueza deste momento está exatamente na conjunção de fatores espirituais, esotéricos e, porque não, na sua exata composição física. Sugere‑se, no entanto, sua formação sempre que as oficinas receberem novos obreiros para que a Pal\Sem\ seja comunicada a eles, pois, representam novos elos da Cad\de Un\.

Existem relatos de situações excepcionais sobre a formação da Cad\ de Un\. Por se tratarem de condições individuais e algumas delas envolverem a religiosidade destes IIr\, julgou‑se prudente não relatá-las. Espera-se que cada Ir\ a viva como convier, tendo como propósito principal a propagação do espírito maçônico na construção do templo universal.

 

Que a glória do G\A\D\U\ a todos ilumine e guarde.

 

 

Pedro Luiz Santos Serra - A\M\

CIM 224794

 

Referências Bibliográficas

 

[1] VAROLI FILHO, THEOBALDO. Curso de Maçonaria Simbólica – Aprendiz (I Tomo). Ed. A Gazeta Maçônica S.A., São Paulo – SP – Brasil

[2] GRANDE ORIENTE DO BRASIL. Ritual – REAA – 1o Grau – Aprendiz. GOB, Brasília, 2001.

[3] CAMINO, RIZARDO DA. A Corrente de Fraternidade

[4] BOUCHER, JULES. A simbólica maçônica. 16a Edição, Editora Pensamento-Cultrix Ltda, São Paulo, 1979.

[5] LEADBEATER, C. W..Os ChakrasOs Centros Magnéticos Vitais do Ser Humano. Editora Pensamento, ,São Paulo – SP.